Durante o Nhemongaraí (batismo dos alimentos e das pessoas), as crianças recebem seus nomes, geralmente quando estão próximas de realizar um ano de idade. Este processo é fundamental para as pessoas Guarani Mbya, pois os nomes dos Guarani Mbya significam o Nhe’e (espírito-nome, que protege as pessoas) da pessoa, e é durante o Nhemongaraí que descobrem o seu Nhe’e, espírito protetor que pode ter diferentes moradas, e, portanto, pode ter vindo de diferentes lugares. Dependendo do lugar de onde vem o Nhe’e, a pessoa precisa aprender determinadas práticas, respeitar certas regras, e manter sociabilidades com parentescos espirituais (pessoas cujo Nhe’e vieram da mesma morada celestial). Esta descoberta é importantíssima, pois o Nhe’e irá voltar para a morada celestial, onde estão os deuses e os Nhaderú Mirim, e por isso os Guarani Mbya tem que estar próximos de seu Nhe’e, para acompanha-lo à essa terra (morada espiritual). O batismo durante o Nhemongaraí não se dá apenas com pessoas, mas também com alimentos (ervas e grãos, em geral). Ouça um pouco do que o cacique Karai Tukumbo (nome em português: Ronaldo Costa) fala sobre o batizado da erva mate, na  Aldeia Piraí/Tiarajú, e seu convite à comunidade juruá (não indígena):

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